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Cinco coisas que você precisa saber sobre o Oscar 2021

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Os viajantes que passarem pela estação ferroviária Union Station do centro de Los Angeles no domingo (25) poderão notar uma ligeira comoção: durante a noite, ela se tornará a sede da 93ª edição dos Prêmios da Academia. 

Mesmo que o mais provável seja que os passageiros que embarquem em um trem não consigam ver além das medidas restritivas de segurança. Entretanto, para quem assistirá de casa estas são as cinco coisas para se estar atento no Oscar:

 

Aposta da noite: “Nomadland”

“Nomadland” chega neste domingo como a grande favorita para ganhar pelo menos um Oscar este ano.

Assim, salvo surpresa dramática, fica a questão de quantos prêmios o filme de Chloé Zhao poderá ganhar.

Caso leve o prêmio de melhor roteiro adaptado, terá a chance de arrebatar o resto das categorias.

E Zhao, poderá se tornar a segunda mulher a ganhar o prêmio de melhor direção, podendo igualar outro recorde.

Ninguém ganhou mais prêmios em uma noite do que o genial Walt Disney em 1953 – quatro. Zhao está concorrendo nas categorias de edição, roteiro, direção e produção de melhor filme.

 

Segunda colocada mais querida da academia?

 

AFP
(ARQUIVOS) Nesta foto de arquivo tirada em 24 de fevereiro de 2019, a indicada para Melhor Atriz por “The Wife” Glenn Close chega à 91ª edição do Oscar no Dolby Theatre em Hollywood, Califórnia. Claro, há uma grande diferença entre conseguir várias indicações e realmente ganhar – basta perguntar a Glenn Close. De “The World Segundo Garp” de 1983 a “The Wife” de 2019, Close foi indicado, mas não conseguiu vencer em sete ocasiões anteriores.

Por exemplo, há uma enorme diferença entre conseguir inúmeras indicações e realmente ganhar estatuetas. Basta perguntar a Glenn Close.

 

Desde “O Mundo Segundo Garp”, de 1983, até “A esposa”, de 2019, Close tem sido frequentemente indicada, mas não conquistou nada em sete ocasiões. Ela volta à disputa nesse domingo, e empatada com o já falecido, Peter O’Toole, podendo ultrapassá-lo no posto de segundo colocado mais querido da Academia.

Infelizmente, as chances não são muito boas para Close: enquanto seu retrato de uma avó ranzinza em “Era Uma Vez um Sonho” foi elogiado, o filme não teve tantos admiradores e foi objeto de críticas generalizadas.

Maior diversidade?

Quando foram anunciados os indicados do ano passado, parecia que os anos de ativismo e das promessas de reformas impulsionadas pela campanha #OscarsSoWhite tinham resultado em nada: 19 dos 20 atores eram brancos.

Mas a seleção de estrelas neste ano estabeleceu novos recordes de diversidade, incluindo nove atores negros ou de outras ascendências nas listas de candidatos, e o primeiro norte-americano de origem asiática indicado a melhor ator (Steven Yeun de “Minari”).

Duas mulheres foram indicadas para melhor direção, pela primeira vez.

E não se trata apenas do Oscar: no início desse mês, o Sindicato de Atores de Hollywood selecionou vencedores não brancos em quatro categorias.

O quarteto Chadwick Boseman, Viola Davis, Daniel Kaluuya e Youn Yuh-jung poderia se repetir no domingo.


Leia: Hollywood tem ano recorde em diversidade


McDormand três vezes?

 

AFP
(ARQUIVOS) Neste arquivo, foto tirada em 4 de março de 2018, a atriz americana Frances McDormand faz um discurso após ganhar o Oscar de Melhor Atriz em “Três Billboards fora de Ebbing, Missouri” durante o 90º show Annual Academy Awards em Hollywood, Califórnia. McDormand é há muito tempo uma das favoritas da Academia, e ela é a âncora da vanguarda deste ano, “Nomadland”, com um retrato caracteristicamente nada glamouroso de uma viúva em luto que mora em uma velha van.

Frances McDormand tem sido durante muito tempo uma das favoritas da Academia, e este ano é a principal favorita com o já aclamado “Nomadland“, o pouco glamouroso retrato de uma viúva afligida que vive em uma velha van.

 

Se levar no domingo o prêmio de melhor atriz, se tornará a segunda mulher na história do Oscar a ter três vitórias em uma mesma categoria, depois da, até então, inigualável Katharine Hepburn, que tem quatro.

O Oscar vai colocá-la no topo da prateleira das atrizes com três distinções que também inclui Meryl Streep e Ingrid Bergman, cada uma com dois prêmios Oscar de melhor atriz e um prêmio de atriz coadjuvante.

Cerimônia será como um filme

O diretor Steven Soderbergh e seus co-produtores realizaram uma coletiva de imprensa no último fim de semana em que revelaram, em parte, sua visão da cerimônia desse ano, que pretende se parecer mais com um longa-metragem ao invés de um programa de televisão, sem deixar nenhuma pista concreta.

Por exemplo, os astros estarão com máscaras?

“As máscaras vão desempenhar um papel muito importante na história dessa noite… Sim, isso é crítico, é porque assim que deve ser”, disse Soderbergh.

Com tantos segredos, uma coisa é certa: a noite será o primeiro grande encontro de Hollywood em mais de um ano, e sem os inconvenientes jornalistas e executivos dos estúdios – que não estão convidados – muitas estrelas estarão prontas para a festa.

“Depois do espetáculo iremos para o after party, provavelmente vai ter mais álcool, mas será de graça, então vai ser ótimo”, brincou o co-produtor Jesse Collins.

Fonte: AFP

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